Coluna

Cifose

Definida como um aumento da curvatura no plano sagital da coluna torácica. Alguns autores citam que o ângulo da cifose torácica pode variar normalmente entre 20º e 40º utilizando o método de Cobb (POOLMAN, BEEN & UBAGS, 2002). Outros citam que a cifose torácica média é de 37º Cobb (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005), e fixam entre 20º a 50º Cobb o limite entre o fisiológico e o patológico (FON, PITT & THIES, 1980); (BERNHARDT & BRIDWELL, 1989).

As curvaturas da coluna são definidas durante o crescimento e suas amplitudes variam de indivíduo para indivíduo. Para cada pessoa essa combinação de curvas resulta em uma economia fisiológica para a postura em pé. É preciso levar em consideração essa grande variedade fisiológica para classificar essas curvaturas em patológicas e não patológicas. As hipercifoses patológicas podem ser divididas em dois grandes grupos, aquela em que o caráter patológico se deve a importância de sua curvatura (ou posturais) e aquelas em que a característica patológica é inegável como nos casos de doenças congênitas ou adquiridas, as quais são responsáveis pelo desenvolvimento da curvatura acentuada (LOUBRESSE,VIALLE & WOLLF, 2005).

Sintomas da cifose

A instalação da deformação (costas arqueadas) faz-se, habitualmente, de forma lenta, com ou sem dor nas costas, fadiga, sensibilidade e rigidez da coluna vertebral.

Causas da cifose

Hipercifose: Dorso curvo juvenil
Etiologia: postural
Tipos: Leve (até 50 graus), moderada (maior que 50)
Incidência: mais comuns no sexo feminino
Evolução: podem se estruturar
Tratamento conservador: eficiente – órtese ou fisioterapia postural
Tratamento cirúrgico: raramente indicado

Hipercifose: Doença de Scheuermann
Etiologia: Cunhamento vertebral >5º
Tipos: Leves: até 50º; Moderadas: 50-70º; Severas >75º
Incidência: – 
Evolução: Progressivas e dolorosas
Tratamento conservador: Fisioterapia nas curvaturas leves
Tratamento cirúrgico: Moderadas e severas

Hipercifose: Paralíticas
Etiologia: Neuromuscular
Tipos: miopáticas e neuropáticas
Incidência: depende da doença primária
Evolução: aumenta a fraqueza muscular; piora a deformidade
Tratamento conservador: pouco eficiente
Tratamento cirúrgico: operação precoce

Hipercifose: congênitas
Etiologia: má formação
Tipos: Falhas de formação
Incidência: – 
Evolução: podem causar quadro neurológico
Tratamento conservador: pouco eficiente
Tratamento cirúrgico: precoce

Hipercifose: inflamatórias
Etiologia: osteomielites
Tipos: Leve, moderada e severa; Agudas e crônicas
Incidência: aumentando no presente
Evolução: progressiva se não tratada
Tratamento conservador: clínico-medicamentoso; fisioterapia
Tratamento cirúrgico: Se progressiva ou com quadro neurológico

Hipercifose: Pós-traumáticas
Etiologia: Fraturas – Trauma e Osteoporose
Tipos: Fraturas instáveis agudas e crônicas
Incidência: Jovens- Trauma osteoporose – senil sedentário
Evolução: pode evoluir – bom nas osteoporóticas
Tratamento conservador: agudas gesso e colete – crônicas fisioterapia analgésica
Tratamento cirúrgico: se progressivas – raramente nas osteoporóticas

Diagnóstico e exame

A observação do doente evidencia a curvatura da coluna (corcunda) que nem sempre é reconhecida pelo próprio, mas pelos familiares e amigos. A radiografia da coluna confirma o diagnóstico.

Tratamento para Cifose

Depende da causa que origina a deformação: se é consequência de uma postura incorreta, o tratamento é feito por meio de exercícios de fisioterapia, pelo uso de colchões mais firmes e, se necessário, o uso de coletes ortopédicos até se completar o crescimento bem como a adaptação de palmilhas posturais que incrementam o tempo e a eficácia do tratamento; o tratamento dos outros tipos de cifose inclui a identificação e tratamento da causa. Dentre as técnicas de fisioterapia podemos utilizar a Reeducação Postural Global (RPG) que é um método totalmente isento de medicamentos e consiste de manipulações vertebrais e de membros, visando a liberação e alongamento total de músculos que com o passar dos anos ficaram encurtados causando os desvios posturais. Estas manipulações são sincronizadas com respiração específica para cada caso. É solicitado ao paciente um determinado tipo de respiração, como p. ex.: respiração abdominal, respiração apical etc. Assim haverá um ajuste entre respiração e postura. Isto é necessário pois o principal músculo da respiração(músculo diafragma) tem uma grande importância em muitos desvios.

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